Wim Wenders está entre os grandes autores do cinema. Sua obra se dedica a personagens inquietos que vagam por estradas e cidades sem destino certo. Este curso aborda sua trajetória, discutindo seus principais filmes desde os anos de formação até chegar a “Dias perfeitos” (2023), seu último longa-metragem.
Aula 1
Anos de formação de Wim Wenders e seu período como estudante de cinema em Munique. Em paralelo, no final dos anos 1960, há a eclosão do Novo Cinema alemão. Primeiros filmes da chamada “Trilogia da estrada”: “Alice nas cidades” (1974) e “Movimento em falso” (1975).
Aula 2
Encerramento da “Trilogia da estrada” com “No decurso do tempo” (1976), em que Wenders demonstra sua preocupação com o que ele acreditava ser o fim do cinema. Já “O amigo americano” (1977) é um thriller com tom de Hitchcock sobre o mercado de falsificação de obras de arte. Depois, Wenders passa por amarga experiência nos EUA, que o leva a realizar seus primeiros “diários filmados”, como “Quarto 666” (1982).
Aula 3
Wenders realiza três de seus melhores filmes: “O estado das coisas” (1982) reflete as mudanças nas formas de produzir cinema em um momento de alta concentração financeira; “Paris, Texas” (1984), novo road movie, é uma obra-prima sobre reencontros e solidão; E “Tokyo-Ga” (1985) tenta encontrar ecos da obra de Yasujiro Ozu (1903-1963) na Tóquio dos anos 1980.
Aula 4
“Asas do desejo” (1987) marca seu regresso à Alemanha ainda dividida. O documentário “Identidade de nós mesmos” (1989) registra o trabalho do estilista japonês Yohji Yamamoto. Na ficção, Wenders investiga os fluxos globais em “Até o fim do mundo” (1991) e “Tão longe, tão perto” (1993).
Aula 5
Na virada para o século 21, Wenders intensifica a realização de documentários: o centenário do cinema é tema de “Um truque de luz” (1995); a música cubana em “Buena Vista Social Club” (1999); o blues em “The soul of a man” (2003). Wenders colabora ainda em filmes coletivos: “Ten minutes older: the trumpet” (2002), “Cada um com seu cinema” (2007) e “8” (2008).
Aula 6
“Pina” (2011) emociona ao levar às telas o legado de Pina Bausch (1940-2009). A preocupação ambiental entra na pauta em “O sal da terra” (2014), sobre Sebastião Salgado, e “Papa Francisco: um homem de palavra” (2018). Encerramento com “Dias perfeitos” (2023), em nova visita de Wenders ao Japão, desta vez com o enredo ficcional.
SOBRE O PROFESSOR
Vanderlei Henrique Mastropaulo é pesquisador de cinema e mestre em Comunicação e Cultura pelo PROLAM-USP (Programa de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo). Trabalhou com produção cultural e audiovisual e ministra cursos variados de cinema desde 2015. Dirigiu o curta-metragem “Portunhol: um guia prático” (2018) e atualmente se dedica à realização do longa-metragem “Penso, logo animo”.