A Orquestra nasce da retomada de um importante legado da música instrumental pernambucana. Inspirada na histórica Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco (OCDP), criada no início da década de 1980 no Conservatório Pernambucano de Música, a formação resgata e atualiza uma tradição sonora que marcou gerações de músicos no estado.
A antiga OCDP atuou até meados dos anos 1990 reunindo naipes de bandolins, violas de dez cordas, cavaquinho, violões, contrabaixo acústico e percussão, consolidando uma estética musical singular ao aproximar referências do universo urbano e rural da música popular instrumental pernambucana.
Agora, em nova formação composta por professores, alunos e ex-alunos do Conservatório Pernambucano de Música, a Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco inicia um processo de reinterpretação e expansão desse patrimônio musical, reafirmando a força das cordas dedilhadas como expressão da identidade cultural nordestina.
O repertório e a proposta artística da orquestra dialogam com a obra e a influência de importantes nomes da música instrumental pernambucana, como Rossini Ferreira, Marco César Brito, Ivanildo Maciel, Adelmo Arcoverde, Nilton Rangel, João Lyra, Henrique Annes e Bozó, entre outros artistas fundamentais para a construção dessa linguagem instrumental.
A Orquestra Dedilhadas de Pernambuco é formada por Ronaldo Rodrigues e Vitor Castanheira (bandolins); Laís de Assis, Gabriel Arimatéia e Jota Carlos (violas de dez cordas); Nelson Brederode (cavaquinho); Rodrigo Samico e Daniel Vilela (violões de 7 cordas); Ivo Aurélio (violão de 6 cordas); Jefferson Cupertino (baixo acústico); além dos percussionistas Ismael Silva e George Rocha; Thiago de Sá (editoração); Lucas Guerra (idealização e produção).
Com uma sonoridade marcada pelo diálogo entre tradição e contemporaneidade, a Orquestra Dedilhadas de Pernambuco reafirma o papel da música instrumental como espaço de memória, criação e continuidade cultural em Pernambuco.