A curadoria do MIS destaca a obra incontornável da trajetória do diretor, incluindo o icônico e controverso “Pink Flamingos”, elemento-chave do cinema underground americano do século 20, com seu caráter altamente provocativo, e outros títulos que preenchem seu ideário estético e visual. Ator, roteirista, editor, dublador, produtor e editor, John Waters é homenageado pelo MIS com uma seleção de títulos que dirigiu e, eventualmente, em que exerceu outras funções também.
John Waters nasceu em Baltimore, em abril de 1946. Cineasta, escritor e artista plástico, sua trajetória se confunde com o cinema independente estadunidense. Iniciou a carreira no final dos anos 1960, realizando filmes de baixo orçamento em sua cidade natal, ao lado de colaboradores frequentes como Divine, consolidando-se nos anos 1970 com “Pink Flamingos”, que se tornou um marco do cinema underground. Ao longo das décadas seguintes, dirigiu títulos como “Problemas femininos”, “Viver desesperado”, “Hairspray – E éramos todos jovens” e “Cry-Baby”, ampliando seu público sem abandonar o interesse por personagens excêntricos e pela cultura marginal. Sua obra transita entre cinema, literatura e artes visuais, com livros de ensaio e memórias publicados e trabalhos expostos em museus e galerias. Em reconhecimento à sua contribuição ao cinema, recebeu o Leão de Ouro honorário do Festival de Veneza em 2019, prêmio que consagra o conjunto de sua carreira.