O curso tem como objetivo apurar o olhar para as características que tornam um filme uma obra de arte. Serão discutidas as técnicas, estéticas e linguagens de grandes mestres da história do cinema mundial. Com trechos de filmes, serão analisadas as principais características do trabalho de direção, bem como as propostas de fotografia, montagem, som, produção, roteiro, atuação e direção de arte, entre outras.
Aula 1 | A Itália de Roberto Rossellini e Paolo Sorrentino
Rossellini é frequentemente aclamado como um dos fundadores e principais expoentes do Neorrealismo italiano, movimento cinematográfico que mudou completamente a história do cinema. Já Sorrentino, no século seguinte, se tornou um dos mais premiados e relevantes diretores, com uma estética que remete aos grandes mestres da história do cinema.
Aula 2 | A Argentina de Lucrecia Martel e Daniel Burman
Lucrecia Martel, uma das diretoras mais proeminentes da atualidade, faz um retrato íntimo e potente do universo feminino e do contexto político de seu país, enquanto Burman se destaca, mundialmente, por suas comédias sofisticadas, com textos afiados e crítica social precisa.
Aula 3 | A França de Jean-Luc Godard e Claire Denis
Mestre da Nouvelle Vague, Godard inovou na montagem e num cinema autoral nunca visto na França, bem como uma visão atrelada ao cinema de cunho político. Ele deixa como legado diretoras como Claire Denis, talentosa cineasta e escritora na abordagem da intimidade sexual e amorosa, em histórias minimalistas de grande impacto.
Aula 4 | O Japão de Akira Kurosawa e Hayao Miyazaki
Kurosawa possui uma abordagem fotográfica e narrativa única de dramas familiares e disputas de poder, em filmes históricos e contemporâneos. Mestre da animação da Ásia, Miyazaki imprime arte e entretenimento em animações contemplativas que brincam e ousam na linguagem cinematográfica.
Aula 5 | O Brasil de Walter Salles e Kléber Mendonça Filho
Dois ganhadores e indicados a diversas categorias do Oscar, Walter Salles e Kléber Mendonça Filho, possuem ligações com a história do cinema brasileiro, especialmente com o Cinema Novo. Os dois abordam de forma muito distinta as relações de poder, família, jogos políticos, com técnicas de fotografia, arte e montagem que encantam o mundo inteiro.
Aula 6 | Os Estados Unidos de Billy Wilder e Mike Nichols
Billy Wilder foi um diretor que melhor soube absorver críticas ao próprio universo do cinema, mestre da narrativa, ousando na montagem e na construção de personagens ímpares. Nichols, por sua vez, inovou Hollywood com um cinema autoral, com fortes tons de erotismo, algo raro em sua época.
Aula 7 | A Espanha de Luís Buñuel e Pedro Almodóvar
Precursor em levar o surrealismo às telas do cinema, Buñuel chocou plateias no mundo inteiro, desafiando o senso comum. E Almodóvar é o nome mais emblemático da cultura audiovisual espanhola, com suas cores, direção de arte e atuações singulares.
Aula 8 | A Rússia de Sergei Eisenstein e Andrei Tarkovski
Mestre do cinema da antiga URSS, Eisenstein ensinou ao mundo técnicas inovadoras por meio da montagem intelectual, bem como a distensão do tempo nas narrativas. Já Tarkovski é um poeta da imagem, com obras-primas que elevaram o trabalho de direção de fotografia a outro patamar.
Sobre o professor: Franthiesco Ballerini, finalista do 60º Prêmio Jabuti pelo livro “Poder suave – soft power”, é jornalista e doutor em Comunicação Midiática, Processos e Práticas Socioculturais, com especialização em Audiovisual e Jornalismo Cultural. Acumulou experiência como repórter, redator, crítico de cinema e correspondente em países como EUA, Índia, Canadá, México e Argentina para o jornal O Estado de S.Paulo e para a Rádio Eldorado. Foi crítico de cinema da TV Gazeta e colunista de jornalismo cultural do Observatório da Imprensa. Ministrou palestras e masterclasses sobre cinema e jornalismo na Universidade de Chicago, Universidade de Illinois, Universidade Loyola de Chicago e Universidade Harvard, nos EUA, além da Universidade Livre de Berlim. É autor de diversos livros, entre eles: “Diário de Bollywood” (2009), “Cinema brasileiro no século 21” (2012), e “História do cinema mundial” (2020), prefaciado por Walter Carvalho. Foi produtor dos filmes “Bollyworld” e “Legacy”, além de “Nome”, onde assina a direção e roteiro, tendo participado de diversos festivais nacionais e internacionais.