O curso explora o subgênero folk horror, que se popularizou a partir de obras como “A bruxa” (2016) e “Midsommar” (2019). Antes disso, no entanto, o gênero já era marcado por obras anteriores, como “O estigma de Satanás” (1971), “O caçador de bruxas” (1968) e “O homem de palha” (1973), que lidam com paganismo e superstição.
Aula 1 | A conceitualização de “folk horror”: um gênero, uma temática ou um cenário?
As raízes do “folk horror” a partir da Trilogia Profana. Os contos de horror da velha Inglaterra no cinema e na televisão e o horror na nova terra com o folclore de medo dos Estados Unidos.
Aula 2 | A multiplicidade do folclore de horror europeu.
As raízes do horror religioso. Horror rural escandinavo. Monstros dos anos 1970.
Aula 3 | O surpreendente horror rural no Hemisfério Sul.
O terror caipira do folclore brasileiro. O realismo fantástico argentino. A cultura aborígene australiana.
Aula 4 | O novo “folk horror” no cinema contemporâneo — um gênero em construção.
Os clássicos modernos. Medo vem de longe: produções da Rússia, Índia, Tailândia, Indonésia etc. O feminino no “folk horror”.
Sobre o professor:
Carlos Primati é jornalista, crítico, tradutor e pesquisador, especializado no gênero fantástico, incluindo a cena brasileira do horror e fantasia, desde Zé do Caixão e Ivan Cardoso até a produção contemporânea. Ministra cursos de cinema sobre os seguintes temas: Alfred Hitchcock; expressionismo alemão; cinema de horror; ficção científica da década de 1950; horror independente; Zé do Caixão; horror, ficção científica e fantasia no cinema brasileiro; apocalipse zumbi; horror britânico; entre outros.